No dia seguinte a ter acidentalmente confessado o homicídio de Susan Berman aos microfones da HBO, Robert Durst foi detido pelas autoridades norte-americanas. 

O milionário que fez fortuna no mundo do imobiliário enfrenta agora a acusação de homicídio em primeiro grau, «com circunstâncias especiais de assassínio de uma testemunha» e pela premeditação do crime, segundo Jack Lacey, procurador de Los Angeles.

Se for condenado, Durst arrisca-se a enfrentar a pena de morte que os procuradores responsáveis pelo caso dizem não pôr de parte, mas que só irão ponderar numa fase mais avançada do julgamento.

 Robert Durst  foi detido em Nova Orleães, onde as autoridades acreditam que ultimava os preparativos para fugir rumo a Cuba, onde não existem acordos de extradição para os Estados Unidos.

Segundo o jornal «New York Post», do processo judicial consta que Durst foi detido com um revólver na sua posse, num hotel no célebre French Quarter.

Robert Durst já antes tinha sido detido, no Texas, pelo homicídio de um vizinho. Na altura foi ilibado e acabou por ser libertado. Durst alegou legítima defesa, apesar do corpo do vizinho ter sido encontrado esquartejado.