Calcula-se em três milhões o número de pessoas que esteve ontem em Copacabana na vigília com o Papa nas Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ).

Uma vez mais, até chegar ao recinto, Francisco deslocou-se no papamóvel aberto. O trajeto ao longo do calçadão da cidade maravilhosa demorou mais de meia hora. Sem pressas, o Papa chegou a descer do veículo mais do que uma vez, uma delas para saudar um jovem numa cadeira de rodas.

A vigília é um momento forte de festa de fé e em que o mestre de cerimónias foi o ator Tony Ramos. A coreografia contou também com a colaboração dos bispos.

O papa incentivou os jovens a serem os protagonistas das mudanças sociais, instando-os a participarem na vida e a não serem meros observadores dos acontecimentos. «Por favor, não deixem que outros sejam os protagonistas das mudanças, vocês são os protagonistas do futuro», disse Francisco, referindo que são os jovens que têm saído às ruas no mundo para protestar por mudanças sociais.

Francisco disse que Jesus foi engajado na sua vida e que os jovens devem seguir o seu exemplo e não somente observar os acontecimentos.

Após a intervenção de Francisco, 50 jovens entraram em cena para desmontar a igreja e saíram pelos vários caminhos, um símbolo da dimensão missionária do tema das JMJ.

Depois da benção final, o Papa regressou à casa onde está alojado enquanto os jovens peregrinos pernoitaram no areal, já que hoje a praia de Copacabana serve de cenário à missa campal com o Papa, cerimónia que encerra o encontro do Rio de Janeiro.

No final da eucaristia, o Papa Francisco anuncia onde se realiza a próxima edição, em princípio dentro de dois anos. Muitos observadores calculam que o continente eleito seja África, para acolher pela primeira vez o evento.

O Comité Organizador Local emitiu um comunicado, por causa da transferência destes momentos finais do «Campus Fidei», em Guaratiba, para a praia, afirmando que «não houve utilização de verbas públicas para a infraestrutura que seria utilizada nos eventos».