Desde os Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, que a prática de distribuir preservativos aos atletas se tornou prática regular para prevenir as doenças sexualmente transmissíveis. Os jogos do Rio 2016, porém, vão estabelecer um recorde sem precedentes no que toca ao incentivo à prática de sexo seguro entre competidores. 

A organização do evento vai distribuir 450 mil preservativos, uma média de 42 por atleta, três vezes mais que nos Jogos Olímpicos de Londres, de 2012. 100 mil desses são preservativos femininos, uma novidade, e serão ainda distribuídos 175 mil saquetas de lubrificante.

É um recorde justificável, tendo em conta a epidemia do vírus Zika que o Brasil enfrenta, doença que pode ser sexualmente transmissível.

A quantidade é considerada suficiente para incentivar os atletas a praticar sexo seguro enquanto estão no Brasil para os Jogos Olímpicos”, afirmou fonte do Comité Olímpico Internacional ao Folha de São Paulo.

Um atleta brasileiro, ouvido pelo jornal brasileiro, considerou exagerado o número de preservativos dados por atleta, mas admitiu que a prática de relações sexuais entre participantes dos jogos é comum, até porque existem festas dentro do complexo, destinadas aos atletas.

O sexo acontece, e muito. O pessoal não brinca em serviço, acontece antes e durante as competições. (…) O curioso é ver os interesses: o atleta do levantamento do peso interessado na rapariga da ginástica, o da vela na queniana dos 10.000 metros”, contou o atleta ao Folha, que preferiu manter o anonimato.

Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro começam a 5 de agosto.