Os 247 manifestantes pró-democracia, detidos na quinta-feira em Hong Kong, durante a operação de desimpedimento das ruas, já foram libertados, avança a Rádio e Televisão Pública de Hong Kong.

Alguns, incluindo os 15 deputados pró-democratas e o líder estudantil Alex Chow, não pagaram fiança e não estão obrigados a apresentarem-se à polícia, apesar de as autoridades se reservarem o direito de vir a apresentar queixa.

Outros, segundo a RTHK citada pela Lusa, tiveram de pagar uma caução e terão de se apresentar, mais tarde, à polícia.

A China indicou que continuará a seguir em Hong Kong e Macau a fórmula «um país, dois sistemas», que garante às populações daquelas Regiões Administrativas Especiais liberdades de expressão desconhecidas no resto do país.

«O governo central continuará a implementar a política de 'um país, dois sistemas'» e «a apoiar o progresso democrático de Hong Kong de acordo com a lei», disse a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua citando um comunicado do Gabinete do Conselho de Estado para os Assuntos de Hong Kong e Macau.

Comentando o movimento de contestação democrática «Occupy Central», que durante mais de dois meses agitou Hong Kong, o Gabinete exorta a sociedade de Hong Kong a «aprender com o que se passou» e a «pensar calmamente» sobre o futuro do território.

A imprensa oficial chinesa declara esta sexta-feira que o movimento pró-democracia de Hong Kong foi derrotado e alerta para «forças hostis» domésticas e estrangeiras que querem destabilizar a cidade.

«A derrota da revolução dos guarda-chuvas enviou uma mensagem clara às forças hostis, tanto locais como estrangeiras», escreve o jornal «China Daily» no seu editorial.

«Em matérias de princípio, o Governo Central nunca fará concessões. E numa sociedade civil livre e próspera como a de Hong Kong não há espaço para pessoas que queiram avançar com a sua agenda de esquemas políticos».