Responsáveis da União Europeia pelo álcool reuniram-se esta sexta-feira em Lisboa para discutir medidas de combate aos efeitos nocivos do consumo, num encontro coordenado por Portugal, país com trabalho feito, que tem um contributo a dar, afirmou o ministro da Saúde.

Trinta e duas entidades dos Estados membros da União Europeia estão esta sexta-feira reunidas num centro de conferências em Lisboa, com o objetivo de adotar métodos de pesquisa comuns, para obter dados comparáveis e monitorizar a evolução dos efeitos nocivos do álcool, reduzindo-os a nível nacional e europeu.

Presente na abertura da conferência, o ministro da Saúde disse aos jornalistas que a reunião visa debater um «conjunto de medidas para combater o efeito nocivo do álcool, mas também abordar um conjunto de políticas essenciais na área da educação - nomeadamente nas escolas - na área do combate aos estupefacientes e ao contrabando de álcool, e de políticas rodoviárias».

Paulo Macedo destacou também a ««importância de Portugal» nesta matéria, porque tem «experiência e apresentou um plano nesta área concreta do álcool, que pode partilhar com parceiros europeus, e tem contributo a dar».

Como exemplo, referiu medidas de combate ao álcool que não apenas políticas de saúde.

«Demos passos importantes como o aumento da idade mínima para o consumo público de bebidas espirituosas, a proibição de venda de álcool entre meia-noite e as oito, fora de estabelecimentos autorizados, e, a partir de 1 janeiro, a redução da taxa do álcool (para 0,2 gr/l) permitida quando se está a conduzir, designadamente condutores profissionais e recém-encartados».

O ministro destacou que o que foi feito nos últimos 12 meses, quer em medidas legislativas concretas, quer em termos de planeamento e de tratamento.

«O tratamento preocupa-nos pela patologia em si mesma, mas também pela associação que este tipo de adição tem em doenças relacionadas com o VIH, que são pessoas mais vulneráveis e mais expostas a esse tipo de doenças infeciosas», sublinhou.

Quanto à importância de caber a Portugal a coordenação deste grupo de trabalho, o ministro considerou que tal escolha «representa o reconhecimento de know how nesta matéria, o reconhecimento da confiança em matéria de saúde no que Portugal está a fazer e tem vindo a fazer, e o reconhecimento da capacidade de organização».