A polícia francesa afirmou esta sexta-feira que foram recuperadas entre 400 a 600 partes de corpos das vítimas mortais do Airbus A320. Para já, nenhum corpo foi encontrado intacto.

As imagens divulgadas do local onde o aparelho se despenhou já tinha evidenciado um cenário de total destruição, que agora é confirmado pelos dados das equipas destacadas para a identificação das vítimas. 

No dia seguinte à tragédia, o procurador francês Brice Robin afirmou, em declarações aos jornalistas, que a identificação das vítimas poderia «durar semanas, dado o estado dos corpos». Um aviso que perante estas informações se deverá confirmar.

No local onde o avião se despenhou, na região de Barcellonette, as autoridades francesas montaram laboratórios com equipamentos sofisticados, onde vários especialistas estão a analisar os restos mortais encontrados para a identificação das vítimas.

   
São 150 as vítimas da tragédia. O avião Airbus A360 despenhou-se nos Alpes franceses depois de uma ação deliberada do copiloto que, sozinho no cockpit, accionou os mecanismos que levaram à queda do avião.

Esta sexta-feira, os procuradores alemães revelaram que Andreas Lubitz escondeu uma doença da companhia GermanWings e uma baixa médica que incluía o dia em que se deu o trágico incidente. A transportadora aérea já reagiu em comunicado, confirmando que não recebeu este documento médico.

Revelações que surgiram depois de a imprensa alemã ter noticiado que Lubitz tinha uma «depressão profunda».

Algumas companhias aéreas já reagiram a estas informações, reforçando as regras de segurança no cockpit. O Governo português decidiu também, esta sexta-feira, juntar-se à medida que impõe que dois pilotos estejam sempre presentes no cockpit.