Um recluso da penitenciária de Villabona, nas Astúrias, em Espanha, ressuscitou depois de ter sido declarado morto pelos médicos. Gabriel Montoya, de 29 anos, tomou uma grande quantidade de medicamentos, numa tentativa de suicídio, no passado sábado. O corpo já estava preparado para ser autopsiado quando o homem acordou.

Gabriel entrou a prisão para cumprir uma pena de três anos por assalto, estando a seis meses do final. Mediante o erro médico, o pai pede agora o perdão do pouco tempo que falta para terminar.

“A primeira coisa de que ele se lembra é de estar num saco preto. Como não conseguia falar, começou a ressonar até que o médico se apercebeu do barulho e abriu o saco, quando ele já estava pronto para autópsia”, explicou a mulher de Gabriel ao El Mundo.

Catia Tarancón, de 30 anos, ouviu a história do dia em que o marido ressuscitou na primeira pessoa. Contou como o recluso lhe disse que começou a gritar e a tirar os braços para fora do saco, até que o médico legista lhe administrou medicação para recuperar da experiência de quase morte.

Como reporta o El Mundo, assim que deu sinais de vida, foi transferido para o Hospital Central das Astúrias, “completamente desfigurado e inchado”.

“Eles quase mataram o meu filho. Puseram-no dentro de um saco e levaram-no para uma casa funerária para ser autopsiado”, afirmou José Carlos Montoya, pai do preso.

Segundo o testemunho da mulher de Gabriel Montoya, no dia anterior, ela e os filhos do casal tinham ido visitá-lo à penitenciária. Catia percebeu que o marido estava muito triste.

A família não recebeu a notícia de tentativa de suicídio com grande surpresa. Esta não foi a primeira vez que o preso se tentou matar.

Assim que foi para a cadeia, Gabriel tentou enforcar-se e cortou-se num braço. Nunca tinha consumado as tentativas de suicídio até aqui, pois foi sempre impedido. Tendo em conta o seu historial, a família não entende como lhe poderão ter deixado tantos comprimidos à mão.

“Tal como em qualquer incidente na prisão, já foi aberta uma investigação para esclarecer os factos”, declarou o porta-voz da prisão ao El Mundo.