Onze pessoas foram salvas no Nepal, este domingo, uma semana após o sismo que abalou o país. Três pessoas foram resgatadas dos escombros que resultaram do abalo, incluindo um idoso de 101 anos, que estava soterrado nas ruínas da sua casa e que já foi internado no hospital.  Um grupo de oito cidadãos britânicos também foi retirado das ruínas de um mosteiro, numa área montanhosa de difícil acesso.

A notícia surge pouco tempo depois de o governo nepalês ter afastado a hipótese de se encontrar mais sobreviventes, numa altura em que o número de mortos já ultrapassa a barreira dos 7.000. 

O resgate dos cidadãos britânicos foi efetuado por uma equipa de especialistas em ajuda humanitária do Departamento de Desenvolvimento Internacional do Reino Unido, que, através de um helicóptero, conseguiu chegar até ao local, de acesso difícil.

“A resposta rápida da equipa permitiu que oito cidadãos britânicos estejam agora seguros e salvos daquilo que podia ter sido uma situação de risco de vida”, disse a porta-voz do departamento, Justine Greening.


Entretanto, as autoridades nepalesas revelaram que cerca de 75% de vítimas do sismo já abandonaram os acampamentos provisórios instalados pelo governo em Katmandu e regressaram a casa.

Segundo a agência noticiosa Efe, no acampamento de Thudikel, o maior da capital nepalesa, encontravam-se entre 9.000 e 12.000 pessoas na passada segunda-feira, estando hoje entre 1.200 a 2.000 refugiados do sismo. 

Este sábado, as Nações Unidas afirmaram que os procedimentos alfandegários no Nepal, nomeadamente a cobrança de taxas,  está a bloquear a ajuda da comunidade internacional, atrasando ou impedindo a receção de bens de primeira necessidade. 

A responsável da ONU Valerie Amos diz que o governo nepalês tem o dever de providenciar a ajuda que está a chegar da comunidade internacional de forma mais rápida e já apelou ao executivo nesse sentido.