Cerca de 15 animais que se encontravam entre a vida e a morte no Zoo de Gaza, na Palestina, foram resgatados pela Organização "Four Paws", um grupo internacional de defesa dos animais.

Um tigre, um porco-espinho, uma ema e cinco macacos estavam entre os animais resgatados, que foram levados para centros de reabilitação fora da Palestina.

A guerra com Israel levou muitos negócios a fecharem por falta de capital. Porém, este estabelecimento era diferente, pois tinha à sua responsabilidade a vida de mais de 200 animais.

O dono do complexo animal de Khan Yunis, Mohammad Oweida, tinha muitas limitações na compra de comida para os animais, por consequência da guerra de sete semanas, que aconteceu em 2014, entre Israel a Palestina. Alguns animais foram contrabandeados, através de um túnel, para o Egito, mas outros permaneceram nas jaulas.

Oweida embalsamou 15 dos animais que morreram, incluindo um leão e um chimpanzé, e expô-los no local ao qual o residentes de Gaza chamavam “Selva do Sul”.

Eu vivi e trabalhei nove anos neste zoo. Eu estava mais ligado com estes animais do que com as pessoas. Hoje, sou forçado a deixá-los ir para que possam viver melhor”, lamentou Oweida.

O chefe da missão, o veterinário Amir Khalil, desenvolveu sessões de treino na Palestina, para ensinar os colegas locais como tratar de animais selvagens. “Esperamos que eles usem os conhecimentos que adquiriram para ajudarem os animais de Gaza que precisem", comentou o veterinário. 

Israel, que mantém grandes restrições na fronteira com Gaza, autorizou o acolhimento de alguns animais vindos ao abrigo da chamada “Operação Safari”. Outras espécies foram também entregues a centros de reabilitação na Jordânia e o único tigre será posto em liberdade num centro para grandes felinos, perto de Bethlehem, na África do Sul.