“Uma vez que tenha experimentado voar, andará pela terra com os olhos voltados para céu, pois lá esteve e para lá desejará voltar”. 


A frase de Leonardo da Vinci serve de inspiração a um homem que aos 36 anos foi ao espaço. Primeiro porque queria e depois porque podia pagar o sonho.

O sul africano Mark Shuttleworth, 42 anos, ficou multimilionário quatro anos após ter criado uma empresa de segurança informática chamada Thawte, que vendeu por mais de 500 milhões de euros ao gigante de software, Verisign.
 
A partir daqui tudo se tornou possível na vida deste programador, nascido em Welkom, África do Sul. 

Em 2001, dois anos após o negócio que mudou a sua vida, Mark decidiu que iria ser o primeiro africano no espaço. Pagou 20 milhões de dólares, treinou durante quase um ano na Rússia e Cazaquistão. 




Shutlleworth esteve oito dias na estação espacial Soyouz. A notícia correu mundo. 





Já com os pés assentes na Terra, Mark dedicou-se aos negócios e à filantropia. Criou uma ONG dedicada a financiar inicativas de educação em África, uma fundação que apoia projectos sociais e ambientalistas e um fundo de investimento, HBD.

Em 2004 o programador milionário criou um sistema operativo gratuito chamado Ubuntu, pensado sobretudo para países em desenvolvimento.  

Perante o volume de negócios, Mark divide-se entre o paraíso fiscal da Ilha de Man, e a cidade do Cabo, na África do Sul. A meio caminho entre os dois mundos estão as ilhas de S.Tomé e Príncipe, local sugerido por um dos membros da sua equipa para juntar os amigos e colegas para celebrar o acordo de venda da Tawte. Foi o momento chave que fez o milionário querer ajudar o povo e proteger a beleza natural do país.

A partir daí, Mark criou na HBD uma equipa, maioritariamente portuguesa, para iniciar um investimento total próximo dos 130 milhões de euros, que começou em 2009 e que deverá ser concluído nos próximos 4 anos. 

As várias concessões de praias e resorts, sobretudo na Ilha do Príncipe, estão a mudar o tecido social santomense e as populações locais por vezes referem-se ao investidor sul africano como o “homem do espaço”.
 


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