Onze trabalhadores do semanário satírico francês «Charlie Hebdo» exigiram à direção que todos os funcionários passem a acionistas, dois meses depois do atentado que matou metade da redação e fez aumentar as receitas quase 30 milhões de euros.

«Laurent Léger (jornalista) anunciou na quarta-feira numa reunião da redação ter criado um coletivo para negociar uma repartição igualitária do capital», disse à agência France Presse um dos advogados da direção do jornal, que pediu para não ser nomeado.


Numa mensagem de correio eletrónico citada pela agência, Laurent Léger precisa que o coletivo é integrado por 11 colaboradores, entre os quais o médico Patrick Pelloux e o cartoonista Luz, e que contratou dois advogados.