A Frelimo vai realizar no sábado uma manifestação de apoio ao seu líder e Presidente da República, Armando Guebuza, anunciou o partido no poder em Moçambique.

A manifestação, cujos pormenores serão dados a conhecer numa conferência de imprensa expressamente convocada nesta quinta-feira, realiza-se dois dias antes do 71.º aniversário de Guebuza, que terá de abandonar o cargo este ano por estar constitucionalmente impedido de concorrer a um terceiro mandato presidencial.

A Frelimo, que governa o país desde a independência, em 1975, pré-selecionou um grupo de três dirigentes, do qual sairá o seu candidato às eleições presidenciais de outubro, numa escolha que o comité central do partido fará no final de fevereiro.

Renamo critica declarações de chefe da diplomacia da UE

A Renamo, principal partido da oposição em Moçambique, criticou hoje recentes declarações da Alta Representante da União Europeia sobre a tensão político-militar no país, e desafiou Catherine Ashton a provar que o partido ataca civis.

Falando em conferência de imprensa, António Muchanga, porta-voz da presidência da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), disse não fazer sentido que aquela dirigente da UE «acuse e apele à Renamo para não atacar civis, misturando-os com as forças de defesa e segurança governamentais».

Na segunda-feira, uma nota do gabinete de Catherine Ashton, distribuída em Maputo, manifestou «preocupação» com o alastrar dos conflitos armados entre a Renamo e as forças governamentais moçambicanas ao sul de Moçambique e condenou «o uso da força para fins políticos».

No comunicado de imprensa, a responsável apelou «ao fim imediato dos ataques armados a civis e às forças de segurança governamentais» que se registam desde março passado.