A aplicação Pókemon Go volta a ser notícia pelas piores razões. A empresa responsável pelo jogo, a Niantic, atravessa um processo judicial na India, onde crentes do hinduísmo e jainismo apresentaram queixas por ofensas aos sentimentos religiosos.

O tribunal da cidade de Gujarat pediu para que o pokémons fossem expulsos do país, embora os representantes da Niantic não tenham estado presentes na audição final.

Várias declarações vão ao encontro da principal razão apresentada pelo Tribunal Superior de Gujarat: um grande número de templos são transformados em Pokestops – locais específicos, criados pela aplicação, onde os jogadores podem treinar as  criaturas e conseguir mais prémios, como é o caso de ovos (alimento proibido para muitos vegetarianos).

A petição entregue na justiça também cita a invasão de propriedade e a possível ameaça que o jogo pode representar para os jogadores, afirmando que a única solução será banir esta aplicação do país, punindo quem não obedeça à decisão do tribunal.

O jogo ainda não foi lançado numa versão indiana, mas muitos fãs das criaturas com superpoderes conseguem “apanhá-los todos” graças às versões estrangeiras disponíveis na loja de aplicações dos smartphones.

A comunicação social indiana deu especial atenção ao caso, fazendo com que as críticas se repercutissem, sobretudo no Twitter, onde o tópico “Pokémon Go” é dos mais procurados. 

Muitos ridicularizaram esta decisão e encorajaram os representantes da Niantic a não obedecerem ao pedido do tribunal.

Este não é o primeiro episódio em que um país ameaça banir o jogo do seu território. A Arábia Saudita, o Egito e o Paquistão também já o fizeram, embora essas ameaças ainda não tenham surtido o efeito desejado.