Em 2050, o número de muçulmanos em todo o mundo poderá ser quase igual ao de cristãos, com o islão a tornar-se a fé com o crescimento mais rápido no planeta, de acordo com um estudo divulgado esta quinta-feira.

Se se mantiverem as tendências atuais nas próximas quatro décadas, «o número de muçulmanos quase que igualará o de cristãos», embora este continue a ser o maior grupo religioso, indica o estudo «O futuro das religiões no mundo: projeções 2010-2050», citado pela Lusa.

No caso de Portugal, o estudo prevê uma descida da percentagem de cristãos, de 91,9 para 86,3%, numa população que diminui, passando de 10.680.000 habitantes em 2010 para os 8.690.000 em 2050.

Realizado pelo Pew Research Center, o estudo tem em conta dados sobre taxas de fertilidade, evolução do crescimento da população jovem e estatísticas sobre conversão religiosa, calculando que em 2050 os muçulmanos ascenderão a 2,76 mil milhões (1,6 mil milhões em 2010), enquanto os cristãos serão 2,92 mil milhões (2,17 mil milhões em 2010), o que corresponde a 29,7% e a 31,4% da população mundial, respetivamente.

O «islão crescerá mais rápido do que qualquer outra grande religião» e, se a tendência continuar, será a fé mais popular no mundo depois de 2070.

O Pew chama a atenção, no entanto, para o facto de «numerosos acontecimentos» como guerras, movimentos sociais e políticos, catástrofes naturais ou alterações de condições económicas poderem «alterar as tendências demográficas de modo imprevisível».

Mantendo-se as tendências, os hindus serão o terceiro grupo religioso, representando 14,9% da população mundial, enquanto 13,2% serão pessoas sem religião.

O estudo prevê uma diminuição da percentagem de pessoas sem religião, embora em alguns países - como os Estados Unidos e a França - seja esperado o aumento do número de ateus e agnósticos.

O budismo é a única religião que não deverá registar um aumento do número de fiéis.

Os investigadores reuniram dados de 175 países, representando 95% da população mundial.