Quase cinco mil imigrantes ilegais morreram durante 2014 à procura de melhores condições de vida, o que significa que este ano é o mais mortífero desde que existem registos, divulgou esta terça-feira a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Até ao momento, 4.868 pessoas perderam a vida este ano durante a sua jornada de procura de melhores condições de vida em outros países, o dobro do número de mortes registado durante 2013 (2.378), indicou o relatório da OIM, publicado quase na véspera do Dia Internacional dos Migrantes, assinalado na quinta-feira.

O maior número de mortes ocorreu no Mediterrâneo, com o registo de 3.224 vítimas mortais. Estas pessoas morreram por causa das más condições da viagem, muitas vezes em embarcações sobrelotadas, mas sobretudo devido ao naufrágio das embarcações que realizam o transporte, muitas das quais extremamente precárias.

Nas contas das Nações Unidas, o número de mortes no Mar Mediterrâneo foi ainda superior. Mais de 3.400 pessoas morreram este ano nas águas do Mediterrâneo enquanto tentavam chegar à Europa, revelou o relatório da ONU há alguns dias. Acrescenta este documento que mais de 207.000 pessoas fizeram a perigosa travessia marítima desde janeiro, quase três vezes o número dos que arriscaram em 2011 durante a guerra civil na Líbia (70.000 pessoas), segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. 

Destes, 3.419 morreram, um número recorde, tendo em conta o total de mortes de migrantes em barcos em todo o mundo, este ano (4.272).