O relatório sobre a atuação da CIA – os serviços secretos norte-americanos – que vai ser divulgado esta terça-feira, está a ser aguardado com expetativa e receio por parte das autoridades norte-americanas, que reforçaram a segurança das suas instituições um pouco por todo o mundo.

O documento de seis mil páginas - do qual apenas um sumário de 480 páginas vai ser tornado público – elaborado pelo Comité de Inteligência do Senado (uma espécie de comissão de inquérito à atuação dos serviços secretos), promete ser polémico, já que deve divulgar as técnicas de tortura usadas pela CIA após o 11 de Setembro e fazer o balanço e promover o debate se as técnicas de tortura usadas pelos serviços secretos valeram a pena, como refere a CNN.

Pelo menos uma centena de prisioneiros foram interrogados fora dos Estados Unidos, com a cobertura de alguns países, no âmbito da operação de combate à al Qaeda, acrescenta a BBC.

A divulgação do relatório tem vindo a ser protelada devido à discordância dos republicanos sobre as conclusões.

O documento, pedido pela administração democrata de Obama quando chegou ao poder, avalia a ação dos serviços secretos durante o tempo em que o republicano George W. Bush esteve na presidência dos Estados Unidos.