A explosão de um engenho no metro de Londres foi considerada um "incidente terrorista", anunciou a brigada contraterrorismo da polícia britânica, que assumiu a investigação.

As autoridades acrescentam que se tratou de "um engenho explosivo artesanal". A bomba improvisada foi detonada num balde de plástico escondido dentro de um saco de supermercado numa das carruagens de um comboio com capacidade para transportar 865 passageiros.

Podemos dizer agora que foi detonado um engenho explosivo artesanal", afirmou o diretor da brigada contraterrorismo, Mark Rowley, em declarações aos jornalistas.

Ninguém foi detido até ao momento, mas centenas de agentes, incluindo dos serviços secretos, participam na investigação em busca de um ou mais suspeitos. Além das testemunhas que estão a ser ouvidas, a polícia está a visualizar o conteúdo das câmaras de vigilância.

Inicialmente, as autoridades confirmaram apenas um incêndio de origem criminosa que teve início numa carruagem na estação de Parsons Green.

Os serviços de emergência médica adiantam que "19 pessoas", e não 18 como foi primeiramente avançado, foram "transportadas ao hospital" e que "nenhuma aparenta estar em risco de vida".

O serviço de saúde britânico acrescenta que outras 10 pessoas apresentaram-se voluntariamente no hospital. Há assim a registar um total de 29 feridos, nenhum grave.

Os passageiros relataram uma explosão pouco depois das 08:00, em hora de ponta, e que várias pessoas sofreram queimaduras no corpo. No entanto, as autoridades dizem ser "ainda muito cedo para confirmar a causa do incêndio, que está a ser investigado pelo gabinete de contraterrorismo".

A Sky News está a avançar, citando fonte da investigação, que o engenho explosivo não detonou por completo. A BBC, que não cita qualquer fonte, acrescenta que a bomba tinha um temporizador. Também a Sky News está a avançar que um suspeito do ataque em Parsons Green foi já identificado pelas câmaras de videovigilância.

De acordo com uma testemunha citada pela agência Reuters, as chamas começaram numa carruagem e "engoliram" o comboio, com os passageiros em pânico e alguns a caírem e a serem espezinhados. Este homem contou, ainda, que, depois de ouvir um som estridente viu chamas a percorrerem a carruagem na sua direção. A testemunha contou, também, que as carruagens estavam lotadas àquela hora.

Alguns passageiros que se encontravam no metro junto à estação de Parsons Green foram ajudados a sair das carruagens pelos bombeiros, que os conduziram pelos carris.

A linha de metro está encerrada entre Wimbledon e Ealing Broadway e a polícia pediu à população para evitar a zona.

A primeira-ministra já convocou uma reunião de emergência do gabinete de crise (COBRA) para discutir o incidente, com início agendado para as 13 horas. Theresa May afirmou que os seus "pensamentos estão com os feridos de Parsons Green e com os serviços de emergência que responderam corajosamente ao incidente terrorista".

Já o autarca de Londres, Sadiq Khan, condenou firmemente "os hediondos indivíduos que tentam usar o terror para prejudicar e destruir o modo de vida" dos britânicos, que, assegurou, e uma vez mais, "nunca se deixaram intimidar ou derrotar pelo terrorismo". Sadiq Khan pediu, ainda, aos londrinos para "se manterem calmos e vigilantes".

Também Donald Trump já se manifestou sobre o incidente em Londres, apontando o dedo à polícia britânica. "Mais um ataque em Londres por um terrorista falhado. Estas são pessoas doentes e dementes que estão na mira da Scotland Yard. É preciso ser proativo!", escreveu o presidente dos Estados Unidos.

Nas redes sociais, os utilizadores publicaram imagens do objeto que terá causado a explosão e do aparato no local. Encontrava-se num balde dentro de um saco de uma conhecida cadeia de supermercados.

 

 

As autoridades pedem a quem tenha imagens do incidente que as envie para a polícia.

Os serviços secretos britânicos (MI5) estão a participar nas investigações.

Recorde-se que o nível de ameaça terrorista no Reino Unido mantém-se "grave", o segundo mais alto de uma escala de cinco e que significa que um ataque é altamente provável.