Pelo menos uma pessoa morreu e várias ficaram feridas no que terá sido uma explosão, esta terça-feira à tarde, no complexo das centrais energéticas de Didcot, em Inglaterra, na região de Oxfordshire, cerca de 95 quilómetros a Oeste de Londres. O incidente, cuja origem não é conhecida, foi registado por volta das 16:00 [mesma hora em Portugal] e, além dos bombeiros, as autoridades locais enviaram um helicóptero, três ambulâncias e vários outros veículos para isolar a área. 

Rodney Rose, vice-presidente do Conselho do Condado de Oxfordshire, confirmou ao Oxford Mail a existência de uma vítima mortal. O mesmo responsável revelou que, por agora, “o caso está a ser tratado como um edifício que colapsou, e não como uma explosão”.

Ainda assim, vários trabalhadores locais, afirmaram ao mesmo jornal que ouviram o som de uma explosão vindo da central, momentos antes de uma grande nuvem de fumo começar a circundar a infraestrutura.

“Houve uma explosão gigante, que soou como um comboio a descarrilar. Fez muito barulho. A quantidade de fumo e pó é incrível”, revelou Adrien Redhead, ao The Independent.

Habitantes locais contaram ao mesmo jornal que ouviram uma explosão que soou como um trovão e fez estremecer os edifícios nas redondezas. As mesmas testemunhas viram uma enorme nuvem de pó e fumo no local onde antes existia uma das estruturas da central, que ficou gravemente danificada.

A explosão causou o colapso de um dos principais edifícios da central energética de Didcot, que desde 1968 alimenta a rede elétrica britânica com energia produzida nas duas centrais, uma de gás natural, outra de carvão, e cuja demolição está planeada para este ano. Mas nenhum trabalho de demolição estaria agendado para esta terça-feira.

“Não estamos a par de que qualquer explosão controlada estivesse planeada para hoje”, assegurou Victoria Bradley, da Network Rails, empresa que controla a rede ferroviária inglesa, ao jornal The Guardian.

Uma porta-voz da Coleman and Company, empresa responsável pelos trabalhos de demolição da central de Didcot, não confirmou ao Oxford Mail se existiam explosivos no edifício que colapsou esta terça-feira.

Em 2014 houve um incêndio numa das torres de refrigeração da central que causou danos estruturais, mas não fez vítimas.