Uma mulher de 32 anos, residente na zona este de Londres, foi condenada, esta terça-feira, a três anos e meio de prisão por ter assassinado um homem de 77, seu vizinho, condenado 24 vezes por crimes de abuso sexual de menores entre 1970 e 1991.

O juiz Nicholas Cooke, do Tribunal de Londres, baixou uma sentença inicial de sete anos de cadeia, por considerar que a mulher não planeou o crime, e que se tratou de uma situação em que a britânica “perdeu o controlo”.

O facto de Sands ser mãe solteira de cinco crianças também pesou na decisão, admitiu o juiz Nicholas Cooke.

Segundo a Sky News, o crime aconteceu em novembro do ano passado, quando a acusada, Sarah Sands, se deslocou ao apartamento do homem, Michael Pleasted, para que este admitisse o abuso de três menores. Na altura, Pleasted encontrava-se em liberdade a aguardar julgamento, mas recusava-se a admitir estes crimes.

Sands terá perdido o controlo durante a conversa com o homem, e acabou por esfaqueá-lo oito vezes com uma faca que levou consigo. No tribunal, Sarah disse que a sua intenção era poupar os três rapazes de testemunharem perante o juiz.

A mulher entregou-se às autoridades algumas horas depois, afirmando que a vítima “andava a pedi-las”.

Foi justamente o ato de admissão de culpa por parte de Sands o principal fator para que a sua pena tenha sido reduzida. Como explicou o juiz, a mulher nunca negou a culpa, nem tão pouco tentou desfazer-se de provas que a incriminassem.

“Este foi um caso em que a arguida se entregou à polícia num estado bastante alterado, nunca negou responsabilidade pelo homicídio, nem sequer tentou desfazer-se das provas, e mostrou remorsos”.


Sarah Sands está detida em prisão preventiva há 10 meses, o que significa que poderá pedir liberdade condicional daqui a 11 meses.