Issam Abuanza, um médico de 37 anos, abandonou a família para se juntar ao Estado Islâmico (EI) na Síria. É o primeiro médico a exercer num serviço nacional de saúde a juntar-se ao grupo terrorista.

O homem, médico desde 2009 no Reino Unido, deixou a mulher e dois filhos em 2014, mas só agora, através dos papéis de recrutamento do EI, a BBC concluiu que Issam Abuanza se tornou militante do grupo extremista. A irmã do médico garantiu à cadeia de televisão britânica que nunca o irá perdoar.

O desejo do meu pai era vê-lo antes de morrer. Ele gastou todo o seu dinheiro com o meu irmão e os seus estudos e é isto que ele faz.”

Na conta de Facebook de Issam há uma fotografia em que o médico surge a segurar uma arma e a ler o Corão.

Issam Abuanza é um médico palestiniano com cidadania britânica, que durante sete anos trabalhou no serviço nacional de saúde no Reino Unido.

Em janeiro de 2015, o médico celebrou, numa publicação do Facebook, o ataque à redação do jornal satírico Charlie Hebdo.

No mês seguinte, escreveu sobre um piloto jordaniano que foi queimado vivo pelo Estado Islâmico, referindo que gostaria que ele tivesse “morrido muito devagar”.

De acordo com a BBC, o médico não publica nada na rede social desde outubro.

Issam Abuanza atravessou a Síria em julho de 2014. Tal como milhares de recrutas, teve de preencher um documento de registo. Nessa declaração, Issam terá dito que era médico especialista em endocrinologia, o tratamento de desequilíbrios hormonais.

O ministro da segurança britânico já reagiu ao caso.

O Estado Islâmico recruta pessoas vulneráveis”, afirmou. “Estão a tentar corromper os ingleses de todos os tipos, encorajando-os a matar.”

 De acordo com a mulher do médico, ninguém faria ideia das intenções do homem. A irmã, Najla Abuanza, diz que Issam era uma pessoa “arrojada” e “moderna”.

Não faço ideia de como ele se tornou assim ou quem lhe mostrou o caminho para o terror."