A família de Muhaydin Mire, o responsável pelo ataque no Metro de Londres, disse que as autoridades britânicas tinham sido alertadas há três semanas sobre os problemas mentais do suspeito.A Scotland Yard já confirmou que tinha estado em contacto com um familiar, antes deste ter esfaqueado três pessoas, no sábado, mas que na denúncia “não houve menção de radicalização”.

O irmão de Muhaydin, Mohamed, disse ao The Telegraph que o irmão tinha emigrado da Somália e chegado ao Reino Unido com 12 anos. Mais tarde começou a ter “más companhias” e terá desenvolvido um distúrbio mental depois de consumir canábis. De acordo com o seu depoimento, Muhaydin “foi diagnosticado e tratado por um médico, por sofrer de paranoia, em 2007”.

Recentemente o irmão terá estado a trabalhar como condutor da Uber e, em agosto deste ano, a sua saúde mental terá começado a deteriorar-se de novo.
 

Ficou um pouco maluco, dizia coisas estranhas. Expliquei à família a situação, tentámos arranjar ajuda, tentámos ligar às autoridades locais. Eles disseram que não podiam ajudá-lo, porque não era um perigo para as outras pessoas nem para si próprio. Tentámos dizer-lhes ‘este homem tem problemas mentais’”.


Segundo Mohamed, a família tinha planeado que voltasse para a Somália e tinha até comprado bilhetes para Muhaydin embarcar este domingo.

A polícia tentou defender-se do comunicado do irmão do suspeito, alegando que as autoridades agiram da forma correta.
 

Não houve menção de radicalização. A conversação esteve inteiramente relacionada com questões de saúde mental e a família foi, portanto, corretamente remetida para os serviços de saúde para obter ajuda”.


O autor do ataque foi submetido a testes psiquiátricos, este fim de semana, e está agora a aguardar sentença.

As autoridades dizem que Muhaydin Mire tinha estado a ver material ligado à guerra na Síria e a “atos terroristas por todo o mundo” no telemóvel, antes de esfaquear três pessoas no metro.