A Irlanda do Norte tornou-se, esta segunda-feira, o primeiro país do Reino Unido a criminalizar o pagamento de serviços sexuais, uma lei que pretende punir quem procura as prostitutas em vez das profissionais do sexo.

Segundo a AFP, a partir desta segunda-feira, quem for apanhado a quebrar a lei pode apanhar até um ano de prisão ou uma multa até 1.000 libras (cerca de 1.400 euros).

Com a nova lei, não é a prostituição que passa a ser ilegal, mas o ato de pagar por serviços sexuais, ou seja, as prostitutas não terão problemas com a justiça, só os seus clientes.

A Assembleia da Irlanda do Norte acredita que a nova lei vai ajudar a combater o tráfico de pessoas, e desta forma proteger as mulheres e homens que praticam a prostituição. Porém, os críticos da medida acham, justamente, o contrário e que a nova medida só vai empurrar a “profissão” para maior clandestinidade, o que levanta mais perigos para quem a pratica.

Laura Lee, prostituta e licenciada em direito, disse à AFP que vai tentar anular a lei no Supremo Tribunal de Belfast, por considerar que esta é uma medida política, que nada tem a ver com o tráfico de pessoas.

“Estou a fazer isso por acreditar que quando dois adultos têm sexo consentido, à porta fechada, e envolve dinheiro, o Estado não tem nada com isso. (..) A lei agora introduzida não tem nada a ver com tráfico de pessoas, mas sim com a repugnância moral do partido DUP (que governa a Irlanda do Norte) para com a prostituição”.