Tem apenas 43 anos e desde há dois anos que Tina Locke se queixava de dores no estômago e no peito. Os médicos que a assistiram no País de Gales receitaram-lhe antidepressivos, até que uma endoscopia, a qual ela sempre pedira, acabou por descobrir que tinha um tumor raro, que entretanto alastrou.

Família e amigos estão a quotizar-se para arranjar dinheiro que permita a Tina Locke ir à Alemanha, onde poderá fazer um tratamento de imunoterapia, visto como a última solução para a salvar. A quimioterapia, segundo os médicos, pode provocar uma rutura do tumor que já alastrou a toda a cavidade abdominal.

O tratamento na Alemanha deverá custar 300 mil libras, cerca de 336 mil euros, segundo adianta o jornal Daily Mail.

Ela implorou e implorou. Nunca tinha ido às urgências na vida. A minha mulher parecia estar bem, mas ela conhecia seu próprio corpo", sublinhou o marido, Jason Locke, citado pelo site da BBC.

A revolta da família passa pela recusa em lhe ter sido efetuada uma endoscopia, a qual veio a descobrir o cancro, já em fase avançada.

Os meus filhos vão ficar sem mãe, eu vou ficar sem mulher e ela só tem 43 anos. Simplesmente não consigo acreditar. É chocante. O meu coração está despedaçado", afirmou Jason Locke.

O caso de Tina Locke, residente na cidade galesa de Rhondda e com dois filhos de 15 e 24 anos, está a ser alvo de um inquérito no hospital Cwm Taf Health Board que a assistiu, o qual tem recusado comentar publicamente a situação, quando confrontado pelos meios de comunicação britânicos.

Na internet, na rede Twitter, continua a campanha de apoio a Tina Locke, através da hashtag #savetina.