Milhares de pessoas manifestaram-se hoje em várias cidades do Reino Unido contra o Brexit numa “marcha pela Europa” e pediram a manutenção das relações entre o Reino Unido e a União Europeia. Os protestos verificaram-se, sobretudo, em Londres, Birmingham, Oxford e Edimburgo.

Em Londres, cerca de 2.000 manifestantes marcharam entre Hyde Park e os arredores do parlamento de Westminster, exibindo muitas bandeiras europeias ao som de ‘slogans’ como "STOP Brexit" ou "Precisamos da UE".

Os manifestantes dizem que procuram uma "pausa " no processo Brexit e uma continuação de laços culturais e económicos estreitos com a Europa.

“Metade do país acredita que deixar a União Europeia é uma má decisão. Não queremos deixar a UE, vai contra o curso da história", disse David Hillman, 42 anos, referindo-se ao referendo de 23 de junho, em que 52 por cento dos britânicos votaram para o país deixar a União Europeia.

Na cidade londrina, o protesto anti- Brexit de sábado em Londres foi acompanhado pelo comediante Eddie Izzard e ativista de direitos humanos Peter Tatchell.

Theresa May quer que Reino Unido seja líder global no comércio livre

E enquanto a população marchava nas ruas contra a saída da União Europeia, a primeira-ministra britânica declarou querer que o Reino Unido seja um "líder global no comércio livre" depois de consumada a saída do grupo dos 28.

"A minha ambição é que o Reino Unido seja um líder global no comércio livre", realçou Theresa May, em Londres, antes de embarcar num avião para a China, onde vai participar pela primeira vez como líder do executivo britânico num encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, e na cimeira do G20.

A governante assumiu o cargo em julho, depois de David Cameron renunciar ao cargo na sequência do Brexit, e vai reunir-se com os líderes mundiais, incluindo o presidente norte-americano, Barack Obama, no encontro do G20 de domingo.