A Unicef - Fundo das Nações Unidas para a Infância - disse hoje que 85% das crianças sírias refugiadas na Jordânia vivem na pobreza, 38% não estão na escola e quase metade dos menores de cinco anos não têm acesso a cuidados de saúde adequados.

Citado pela agência AP, o representante da Unicef na Jordânia, Robert Jenkins, disse que as conclusões, baseadas nas respostas de “centenas de famílias” entre os 660 mil refugiados registados na Jordânia, mostram que as crianças “estão a enfrentar um momento desafiante”, no que concerne ao cumprimento das suas necessidades básicas.

Robert Jenkins incentivou ainda os países doadores a “intensificarem” as ofertas, dado o momento de “crescente necessidade”.

De acordo com os dados da entidade, cerca de 5,5 milhões de sírios já abandonaram o país desde 2011, refugiando-se, a maioria, em países vizinhos.

Um alerta que surge um dia depois de ser aprovado na Organização das Nações Unidas (ONU), por unanimidade, o cessar-fogo por 30 dias. Uma paragem que este domingo já foi quebrada, com as forças do Governo sírio a retomarem os bombardeamentos e ataques de artilharia contra a região de Ghouta Oriental, um reduto da oposição nos arredores de Damasco. Isto no mesmo dia e que a chanceler alemã e o presidente francês discutem este domingo uma solução com o presidente da Rússia.