Os ministros do Interior da União Europeia vão estar reunidos novamente na terça-feira, 22 de setembro, para discutir a crise de refugiados. Esta reunião surge depois de os ministros terem estado reunidos, em Bruxelas, na segunda-feira, mas sem chegarem a um acordo.

Em cima da mesa estará, mais uma vez, a proposta da Comissão Europeia para a distribuição de 120 mil refugiados. Uma iniciativa que inclui a imposição de quotas obrigatórias e que está a dividir a Europa: de um lado países como a Alemanha e a França que a apoiam e, do outro, estados como a Hungria, a República Checa e a Polónia que a contestam.

A crise de refugiados está no topo da agenda dos líderes europeus. Esta terça-feira, a Alemanha e a Áustria pediram ao presidente do Conselho Europeu a realização de uma cimeira extraordinária para a semana. Donald Tusk vai pronunciar-se sobre o pedido na quinta-feira.

A chanceler alemã, Angela Merkel, apelou ao "espírito europeu" e sublinhou a necessidade de os líderes europeus, à margem das quotas que debatem com os ministros do Interior, abordarem questões como a ajuda aos países de origem dos refugiados e a criação de mais centros para o registo de requerentes de asilo nas fronteiras exteriores da União Europei

A governante rejeitou ainda a ameaça feita pelo ministro do Interior alemão que, esta terça-feira, sugeriu a possibilidade de a União Europeia  reduzir a atribuição de fundos aos países que recusem aceitar o regime de quotas para a recolocação dos refugiados. 

O fluxo de refugiados tem afetado particularmente a Hungria, que, esta terça-feira, declarou o estado de crise. O país anunciou que vai erguer uma segunda vedação de arame farpado, desta vez na fronteira com a Roménia, depois de ter construído um "muro" na fronteira com a Sérvia.