A crise de refugiados na Europa tem assumido contornos verdadeiramente dramáticos e são muitas as histórias que acabam em tragédia, um grande número ainda no mar, devido aos naufrágios das embarcações que não oferecem quaisquer condições de segurança. Por isso, quando estas viagens têm um final feliz acalentam as equipas de emergência que lidam diariamente com a crise. E foi isto que aconteceu esta semana, quando uma refugiada síria que chegou à ilha grega de Lesbos num barco de borracha, sã e salva, deu à luz, na praia, um bebé perfeitamente saudável.

O diretor de emergências da organização internacional Human Rights Watch, Peter Bouckaert, partilhou o momento no Twitter. Segundo Bouckaert a mulher chegou na tarde de terça-feira a Lesbos num barco de borracha que tinha partido da Turquia. O parto aconteceu logo na praia.
 
Depois, o responsável da organização partilhou imagens da mãe e do filho, um rapaz chamado Mabrook, no hospital, sublinhando que ambos estavam de boa saúde.

 

A Human Rights Watch foi chamada à ilha de Lesbos para auxiliar as refugiadas grávidas ou com filhos pequenos. Bouckaert partilhou na rede social vários momentos de grande emoção. Mulheres e crianças salvas, envoltas em cobertores de emergência, em lágrimas. E outras que não tiveram a mesma sorte, mortas na areia.
   

A Grécia já anunciou que um centro de receção e apoio a refugiados e migrantes vai ser criado em Lesbos dentro de 10 dias. No caso de outras ilhas, como Cos, Chios, Leros e Samos, estes centros deverão abrir dentro de um mês.

Só no início da semana as autoridades gregas resgataram 1.600 refugiados que chegaram durante o fim de semana.
A Grécia tem sido um dos países mais afetados pelo fluxo, tendo registado um número recorde de refugiados e migrantes este ano, cerca de 400.000, maioritariamente oriundos da Síria, do Afeganistão e do Iraque.