Os países do grupo de Visegrad - Hungria, Polónia, República Checa e Eslováquia - recusaram as quotas de migrantes propostas pela UE, afirmou esta sexta-feira, em Praga, o chefe da diplomacia checa, Lubomir Zaoralek.

Os países que vão receber os migrantes "devem ter o controlo sobre o número de refugiados que estão dispostos a aceitar e em seguida oferecer-lhes apoio", disse Zaoralek à imprensa, no final de um encontro com os homólogos do grupo de Visegrado e o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Frank-Walter Steinmeier.

Após uma adesão à UE em 2004, com o apoio declarado de Berlim, estes quatro países desafiam hoje a chanceler alemã, Angela Merkel, que pretender uma política "vinculativa" de quotas de refugiados em nome dos valores fundadores do projeto europeu.

Na semana passada, os governantes destes quatro países já tinham emitido um comunicado, onde assinalavam esta posição. No texto, consideraram "inaceitável" qualquer proposta "que conduza à introdução de quotas obrigatórias e permanentes" em relação à distribuição de migrantes e refugiados na Europa. 

O comunicado surgiu depois de Alemanha e França terem anunciado que iam propor à União Europeia uma iniciativa conjunta que incluía a imposição de quotas obrigatórias para o acolhimento de refugiados pelos países europeus. 

Esta semana, a Comissão Europeia anunciou uma proposta que foi de encontro às ideias de Angela Merkel e François Hollande. Jean-Claude Juncker propôs a distribuição de mais 120 mil refugiados pelos Estados-membros.