Os líderes do G7 adotaram um plano de ação para combater o terrorismo, que inclui o aumento da troca de informações dos serviços secretos e da cooperação na área da segurança nas fronteiras.

“Há um preocupante aumento do número de ataques terroristas, especialmente aqueles perpetrados em lugares vulneráveis por causa do seu acesso aberto ou barreiras de segurança limitadas”.

Perante esta “ameaça urgente à segurança global”, os líderes do G7 pedem “a realização de mais esforços coordenados e a nível coletivo”, que além das autoridades nacionais incluam o setor privado, organizações civis e a sociedade como um todo, lê-se na declaração final da cimeira.

Também a crise dos migrantes que a Europa enfrenta esteve em cima da mesa. Concordaram com o Conselho Europeu em que este é um problema “global” que deve ser tratado como tal.

“O G7 reconhece que os movimentos de migrantes e de refugiados em grande escala representam um desafio global que requer uma resposta global”

Os chefes de Estado ou de Governo dos Estados Unidos, de França, Reino Unido, Itália, Alemanha, Canadá e Japão estiveram reunidos dois dias em Ise-Shima, no centro do Japão. Outros temas quentes foram a urgência do crescimento global e o "grave risco" que o Brexit - a saída do Reino Unido da União Europeia - teria para tal. 

Recados para a Coreia do Norte 

O G7 instou ainda, por outro lado, a Coreia do Norte a “não levar a cabo mais ações provocadoras ou desestabilizadoras”. A declaração final da cimeira de Ise-Shima mostra também a preocupação pela situação dos direitos humanos naquele país asiático.

Condena-se “veementemente” o teste nuclear realizado por Pyongyang em janeiro e os posteriores lançamentos com tecnologia de mísseis balísticos,. Ações que “representam uma grave ameaça para a paz e segurança internacional".

O grupo dos sete apelou, portanto, à “plena aplicação” das mais recentes sanções contra a Coreia do Norte adotadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.