O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) pediu esta quinta-feira ao Governo australiano para não transferir uma centena de crianças e bebés requerentes de asilo para os centros de detenção que tem no Pacífico sul.

Um grupo de 267 imigrantes, incluindo dezenas de crianças e bebés, aguarda pelo regresso a centros de detenção em Nauru e na ilha Manus, na Papua, depois de terem recebido tratamento médico em solo australiano.

Do grupo faz parte um menino de cinco anos que supostamente foi violado em Nauru e que pode ser devolvido ao centro onde permanece o seu agressor.

A situação das crianças refugiadas é uma preocupação também na Europa, mas por outros motivos. Mais de dez mil crianças migrantes não acompanhadas desapareceram na Europa nos últimos dois anos, estima a Europol, agência de polícia europeia, que teme que muitas delas sejam exploradas, incluindo sexualmente, pelo crime organizado. 

Em Portugal, só em 2015, 27 crianças refugiadas desapareceram do centro de acolhimento para refugiados. O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras refere que são situações ligadas à utilização do regime de asilo, como forma para se ter acesso a outros países na União Europeia.