O refugiado sírio que em fevereiro deste ano atirou os três filhos menores da janela do primeiro andar do abrigo onde a família residia, em Bona, na Alemanha, começou a ser julgado nesta terça-feira, por tentativa de homicídio.

Quando entrou na sala, o arguido tapou a cara com a t-shirt que trazia vestida devido à presença de anónimos e jornalistas. Colocou-se depois de joelhos e recusou levantar-se. Identificado pela imprensa alemã como Hassan Z., de 35 anos, chorou copiosamente durante a primeira sessão, pedindo para ver os filhos.

Os menores, duas meninas, de um e sete anos, e um menino, de cinco, sobreviveram.

Os factos remontam a 1 de fevereiro, quando o homem, ao que tudo indica após mais uma discussão com a mulher, atirou o filho de cinco anos da janela da casa de banho. A bebé de um ano foi atirada de seguida mas acabou por cair em cima do irmão, que tinha já sofrido ferimentos graves. O pai foi depois à cozinha, onde se encontrava a filha mais velha, e atirou-a da janela.

Os dois filhos mais velhos foram retirados de helicóptero para o hospital devido à gravidade dos traumatismos sofridos. Já a bebé, com ferimentos ligeiros, passou apenas uma noite no hospital por precaução.

A acusação defende que Hassan queria matar os filhos para castigar a mulher. Não é claro, porém, o que estaria a mulher a fazer quando o marido agrediu os menores.

A família síria vive na Alemanha desde meados de 2015.

Em janeiro deste ano, o homem tinha sido já acusado de violência doméstica, agressão pela qual também responde em tribunal.

A leitura da sentença está marcada para 12 de outubro.