O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, acusou hoje os independentistas catalães de estarem “a cometer um erro” e reiterou que não haverá um referendo pela independência da Catalunha a 1 de outubro.

Numa intervenção perante a direção do Partido Popular (PP), dirigiu uma mensagem aos independentistas: “Estão a cometer um erro e vão forçar-nos a fazer aquilo que não queremos”, avisou, mas sem concretizar esta ameaça.

Quanto mais tarde corrigirem, mais prejudicarão o conjunto dos catalães e espanhóis. Não subestimem a força da democracia espanhola. A democracia é muito forte. Espanha é uma grande nação. A lei não pode ser liquidada assim do nada”

Foram abertos processos judiciais a todos os autarcas que apoiam a realização do referendo sobre a independência. Em causa estão eventuais crimes de desobediência, prevaricação ou desvio de fundos públicos. O ministério público avisou que quem se negar a prestar declarações será detido e deu instruções para a polícia impedir a realização do referendo.

O presidente do Governo da Catalunha, Carles Puigdemont, pediu às autoridades de Madrid para "deixarem em paz" os Mossos d'Esquadra, sublinhando que a sua prioridade é "velar pela segurança das pessoas" e não "retirar urnas".

Puigdemont voltou a assegurar que haverá um referendo na data prevista.