O Governo espanhol vai esperar até segunda-feira, dia em que se prevê que separatistas declararem a independência, para tomar novas medidas contra o processo secessionista na Catalunha.

Essa declaração [de independência] não tem nenhuma validade, nenhum efeito, nenhuma consequência”

Estas foram, até ao momento, as últimas declarações oficiais do governo espanhol, estas proferidas pelo ministro da Justiça. Rafael Catalá admitu que Madrid não pode evitar que o chefe do Governo da Catalunha faça essa declaração. Mas não terá qualquer "validade", como por já foi repetido por diversas vezes pelas autoridades.

Não [é] possível que uma parte do território ou um governo [regional] decida declarar-se independente. Não é possível porque não tem competências. Tudo é uma falácia e não existe, porque se pretende fazer com um suporte de absoluta ilegalidade”.

Anteontem, o rei Felipe IV fez uma declaração institucional, transmitida pela televisão, em que acusou "determinadas autoridades" da Catalunha de "deslealdade" institucional e de terem uma "conduta irresponsável", totalmente à margem do Direito e da Democracia.

Felipe IV frisou que tinha decidido dirigir-se "diretamente aos espanhóis" porque se estão a "viver momentos muito graves para a vida democrática" do país.

O presidente do governo da Catalunha reagiu desta forma ao discurso do rei: "Assim, não!". Carles Puidgemont considerou que Felipe VI dececionou muitos catalães com o conteúdo daquela comunicação.

Apesar da repressão policial - quase 900 pessoas ficaram feridas - 42% dos 5,3 milhões de eleitores catalães conseguiram votar e 90% deles fizeram-no a favor da independência, de acordo com a Generalitat. Ou seja, 2.262.424 eleitores. É por isso que Puigdemont argumenta que "os cidadãos da Catalunha ganharam o direito a ter um Estado independente que se constitua em forma de República".

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