As atenções europeias estão literalmente viradas para a Escócia, que está esta quinta-feira a referendar a independência em relação ao Reino Unido. Em França, o Presidente receia mesmo a «dissolução» do projeto europeu, caso ganhe o «sim».

François Hollande teme que, caso isso aconteça, se abra o caminho «ao egoísmo, ao populismo, ao separatismo».

Na sua conferência de imprensa semestral, a quarta desde que assumiu a Presidência, em maio de 2012, o chefe de Estado francês considerou que «os escrutínios europeus já não se apresentam como avisos, mas como alarmes», cita a Lusa..

Perante cerca de 400 jornalistas franceses e estrangeiros, Hollande questionou: «Quem pode afirmar qual vai ser o resultado do referendo na Escócia?». E estendeu a pergunta ao futuro do Reino Unido.

Embora o referendo esteja a decorrer hoje, com a participação massiva - espera-se - de 90% do eleitorado, só amanhã, sexta-feira, é que serão conhecidos os resultados.

Há mais de 300 anos que a Escócia foi anexada ao Reino Unido. Edimburgo está ao rubro, com as sondagens bem renhidas. Parece impossível prever o desfecho. Haverá ou não divórcio? E se a Escócia conseguir mesmo a independência? Cerca de 4,3 milhões de eleitores escoceses tem o futuro da nação, do Reino Unido e da Europa nas mãos.