Pela terceira vez esta semana, uma patrulha da Polícia Marítima (PM) portuguesa, em missão na ilha grega de Lesbos, resgatou 31 refugiados do mar Egeu. Esta semana, duas outras missões puseram a salvo 74 pessoas.

Numa altura em que se regista um aumento do fluxo migratório entre a Turquia e a Grécia, a Autoridade Marítima Nacional revela em comunicado que este resgate dos 31 refugiados, dois dos quais crianças e cinco mulheres, aconteceu na quarta-feira de manhã.

"Estavam muito agitados, nervosos, pouco cooperantes e não obedeciam às ordens” da equipa de resgate, refere a Autoridade Marítima, adiantando que o estado dos refugiados colocava “em risco de vida” um bebé com poucos meses, uma criança com 2 anos e uma mulher em final de gravidez".

Os refugiados eram oriundos dos Camarões, Egipto, Mali, Marrocos, Palestina, República Dominicana, Senegal e Síria. Queriam chegar a território europeu “a todo o custo e não entendiam que a equipa da PM os pretendia ajudar".

Depois de resgatados, foram levados para o porto grego de Skala Sikaminea, onde desembarcaram em segurança, sendo ajudados por elementos da guarda-costeira da Grécia e da agência Frontex, que fazem o controlo de refugiados e migrantes.

Uma equipa da Polícia Marítima, composta por 13 elementos, está no Mar Egeu, na Grécia, desde 1 de outubro do ano passado, no âmbito de uma operação da Agência Europeia da Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia (Frontex).

A operação, denominada “Poseidon Sea 2015”, tem “o objetivo de cooperar no controlo e vigilância das fronteiras marítimas gregas e no combate ao crime transfronteiriço".

Segundo a Autoridade Marítima Nacional, a patrulha portuguesa resgatou, até ao momento, 3.308 refugiados e migrantes, 845 bebés e crianças e 716 mulheres, e deteve cinco facilitadores.

A PM portuguesa vai manter o seu apoio à guarda-costeira Grega até 30 de setembro de 2016.