O discurso da mais alta representante do Reino Unido, a rainha Isabel II, era, como sempre, bastante aguardado. E ainda mais porque conseguiu não perder uma parte do seu reino, depois de o «não» à independência ter vencido com 55,3% votos no referendo levado a cabo na Escócia.

Na reação, Isabel II pediu aos seus súbditos não mais do que a união no reino que tem precisamente o adjetivo que se lhe associa: «Conhecendo o povo da Escócia como conheço, não tenho dúvida de que os escoceses, como as outras pessoas em todo o Reino Unido, são capazes de expressar opiniões convictas para depois se unirem novamente num espírito de respeito mútuo e de solidariedade», afirmou a chefe de Estado, num comunicado divulgado pelo Palácio de Buckingham, e que é citado pela Lusa.

A rainha do Reino Unido, que atualmente se encontra na sua residência escocesa de Balmoral, onde acompanhou o apuramento dos resultados do referendo na Escócia, considerou que a votação de quinta-feira causou «sentimentos fortes e emoções contraditórias».

Mas o divórcio entre os dois países não aconteceu. Provocou, sim, outra separação, a do primeiro-ministro escocês, que se demitiu tanto do Partido Nacionalista Escocês, como do cargo de chefe de Governo.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, reagiu logo de manhã aos resultados. À porta da residência oficial do chefe de governo, o nº10 de Downing Street em Londres, Cameron quis passar a mesma mensagem da rainha: que é «tempo do Reino Unido unir mais do que nunca e caminharem todos juntos».

Também o Presidente da Comissão Europeia saudou a vitória do «Não»: «Congratulo-me com a decisão do povo escocês de manter a unidade do Reino Unido», disse Durão Barroso.