O responsável pelos assuntos externos do governo regional da Catalunha defendeu, nesta quinta-feira, em Bruxelas, que o parlamento daquela região espanhola deverá aprovar uma declaração de independência 48 horas depois de publicado o resultado do referendo, se o “sim” ganhar.

Se o resultado do referendo de domingo for uma vitória do 'não' à independência demitir-nos-emos e convocaremos eleições regionais, mas se o “sim” ganhar, 48 horas depois da publicação dos resultados o parlamento catalão aprovará uma declaração de independência”, disse Raúl Romeva citado pela agência EFE.

O responsável do executivo catalão deu uma conferência de imprensa em Bruxelas para explicar a posição da Generalitat (governo regional) em relação ao referendo de autodeterminação convocado para 1 de outubro e considerado ilegal pelo Tribunal Constitucional espanhol.

Os separatistas catalães procuram encontrar apoios internacionais, mas até agora nenhum dos Estados-membros da União Europeia apoiou a sua causa.

A consulta popular foi convocada pelos partidários da independência, em maioria no parlamento e no governo catalão, mas Madrid sustenta que é ilegal.

Apesar das decisões dos tribunais e da pressão de Madrid, o presidente do governo catalão, Carles Puigdemont, mantém que o referendo se irá realizar.

Neste sentido, dois peritos independentes da ONU pediram hoje moderação e que sejam “evitados atos violentos”.

Exortamos todas as partes a exercerem a maior moderação e a evitarem atos violentos de qualquer tipo no contexto dos protestos pacíficos que vão ocorrer nos próximos dias”, pedem em comunicado os relatores David Kaye e Alfred de Zayas.

Kaye é relator sobre a promoção do direito à liberdade de opinião e expressão, e Alfred de Zayas encarrega-se da promoção de uma ordem internacional democrática e equitativa.