Notícia atualizada às 22:45

O sequestro no hotel Saint Peter, no centro de Brasília, durou sete horas e meia e a pistola utilizada pelo sequestrador era, afinal, falsa.  Jac Souza dos Santos, 30 anos, ex-vereador pelo PP, fez refém um dos funcionários, algemou-o e colocou-lhe um colete de explosivos, que a polícia ainda está a analisar se são verdadeiros. 


O homem acabou por se entregar,  porque percebeu que poderia ser morto se continuasse com o sequestro.  Tudo acabou em bem e ninguém ficou ferido. Mas o aparato foi grande. 

Não só porque o hotel, com mais de 400 quartos, teve de ser evacuado, como pelo facto de o sequestrador ter feito o seu check-in normalmente, mas passado pouco tempo acabou por subir até ao 13º andar, à procura de um refém e a autoproclamar-se como terrorista. Quase conseguiu convencer a polícia que a arma era verdadeira.

A Polícia Civil adiantou que o colete com os alegados explosivos, que já foram recolhidos, vão passar por uma perícia para verificar se são mesmo verdadeiros, ou se serviram, tal como a pistola, apenas para intimidar. Caso sejam, será a própria polícia a destruí-los. No entanto, as últimas informações dão conta de que, também neste caso, o sequestrador estava a fazer «bluff»: «Baixamos para 10% a possibilidade de ter explosivos aqui. Sobre a arma, disso posso dar certeza, é falsa», afirmou o delegado Paulo Henrique de Almeida, da Divisão de Comunicação da Polícia Civil do Distrito Federal.

Depois de se entregar, o homem entregou três CD's às autoridades, com vídeos em que dizia que «o gigante acordou», numa alusão a umas palavras de ordem mais comuns durante as manifestações de junho de 2013.

Sete horas e meia depois, terminou o sufoco para o refém, que acabou por sair ileso do incidente e já foi para casa. Já Jac Souza dos Santos foi encaminhado para a esquadra.