A pessoa mais velha do mundo morreu no domingo, aos 117 anos, mas só agora esta notícia foi divulgada. A japonesa Miyako Chiyo nasceu no dia 22 de maio de 1901 e era reconhecida pelo Livro do Guiness como a pessoa mais velha do mundo.  

A informação foi confirmada pelo ministro da Saúde japonês, segundo a CNN, e entretanto o Livro do Guiness também já emitiu um comunicado.

Na nota divulgada, a mulher é descrita pela família como uma pessoa paciente, gentil e tagarela, que transmitia alegria a todos os que a rodeavam. Chiyo adorava comer comida japonesa, principalmente sushi e enguia. Escrever à mão era umas das atividades preferidas da idosa.

A mulher japonesa conquistou o título de pessoa mais velha do mundo em 2015, depois da também Misao Okawa ter morrido, igualmente com 117 anos. Okawa nasceu a 5 de março de 1898 e morreu um mês mais nova do que Chiyo.

Ainda não se sabe quem sucede agora a Chiyo como pessoa mais velha do mundo. O certo é que no Japão esse título é de Masako Nonaka, que completou 113 anos no dia 25 de julho.

O Japão é conhecido por ter uma esperança média de vida alta. A maioria da população tem mais de 65 anos. Já a taxa de fertilidade do país é baixa.

Em fevereiro deste ano, 69 mil japoneses tinham mais de 100 anos, entre os quais 60 mil eram mulheres e 9 mil homens, segundo a informação divulgada pelo Ministério dos Assuntos Internos e Comunicação do país.

Embora as pessoas com 100 ou mais anos estejam espalhadas por todo o Japão, é em Okinawa que se regista uma das mais elevadas concentrações de centenários do mundo: são mais de mil. Por isso, esta ilha ganhou a reputação de “a terra dos imortais”, por se um local onde as pessoas vivem mais anos do que a média.

É importante referir que populações envelhecidas representam desafios mas também oportunidades. Precisamos de alterar o estereótipo de que os reformados são apenas isso, para garantirmos que as pessoas mais velhas possam continuar a participar na sociedade”, afirma John Roland Beard, diretor do Departamento de Envelhecimento e Saúde da Organização Mundial de Saúde.

Makoto Suzuki, cardiologista e pioneiro na área da geriatria com 84 anos, concorda com John Beard e por isso dedica-se a estudar o que as pessoas mais velhas podem fazer para manterem-se saudáveis enquanto continuam a contribuir para a sociedade.

Precisamos de pessoas mais velhas, mais saudáveis e felizes”, expressa o cardiologista à CNN.