O governo dos Estados Unidos está a oferecer recompensas que podem chegar aos 20 milhões de dólares (cerca de 17,9 milhões de euros) por informações que possam levar à captura dos quatro líderes do Estado Islâmico.

A informação foi divulgada em comunicado pelo governo de Barack Obama e publicada no site do Departamento de Estado dos EUA.

O governo norte-americano oferece até sete milhões de dólares (6.2 milhões de euros) por informações sobre Abd al-Rahman Mustafa al-Qaduli, até cinco milhões (4.4 milhões de euros) por Abu Mohammed al-Adnani e Tarkhan Tayumurazovich Batirashvili, respetivamente, e até três milhões (2.6 milhões de euros) por Tariq Bin-al-Tahar Bin al Falih al-‘Awni al-Harzi.

No comunicado são descritas as funções de cada um dentro da organização e as datas em que os EUA passaram a considera-los como terroristas.

A Secretaria de Estado acusa o Estado Islâmico de ser responsável por um número de "atrocidades" na Síria e Iraque, onde se incluem “execuções em massa, perseguição de indivíduos e comunidades, homicídio de crianças e violações”. O governo norte-americano frisa, ainda, que a organização terrorista tem admitido ser a verdadeira herdeira “do legado de Osama bin Laden”.

O comunicado do governo dos EUA chega apenas um dia após a reivindicação de um tentativa de atentado ocorrido no Estado do Texas, onde dois atiradores foram mortos pela polícia.

Os dois terroristas tencionavam explodir com um centro de exposições, perto de Dallas, onde decorria um concurso de caricaturas do profeta Maomé.

"Dois soldados do califado realizaram um ataque contra uma exposição de caricaturas contra o profeta em Garland, Texas, América", afirmou o movimento ‘jihadista' que proclamou um "califado" no Iraque e na Síria, no boletim radiofónico diário.