A Turquia vai libertar 38 mil prisioneiros condenados por crimes cometidos antes do dia 1 de julho, anunciou esta quarta-feira o ministro da Justiça turco.

A decisão está aparentemente relacionada com a sobrelotação das prisões depois da tentativa de golpe de Estado do passado dia 15 de julho. 

Numa série de mensagens difundidas através das redes sociais, o ministro da Justiça turco, Bekir Bozdag, sublinhou que a medida “não se trata de uma amnistia” e que vai ser aplicada apenas aos presos que cometeram crimes antes do dia 1 de julho.

A tentativa de golpe de Estado levada a cabo a 15 de julho provocou mais de 240 mortos e mais de 2000 feridos.

A Turquia decretou o estado de emergência durante três meses e desde então tem levado a cabo uma verdadeira "limpeza" em vários setores da sociedade, afastando opositores do regime. O governo de Recep Tayyp Erdogan fez milhares de detenções

Mais de 60.000 pessoas foram detidas ou suspensas de funções em áreas tão distintas como a educação, os media ou a justiça. Casos de tortura, espancamentos e violações de vários detidos foram denunciados pela Amnistia Internacional.