Ray Tensing, o polícia branco acusado de matar com um tiro na cabeça um homem negro desarmado em Cincinnati (Estados Unidos), saiu da prisão, na quinta-feira, após pagar 10% da fiança de um milhão de dólares.

A polícia de Hamilton disse, na sua página na Internet, que Tensing abandonou a prisão pelas 18:45 de quinta-feira (23:45 em Lisboa) após pagar 10% da fiança, indicando também que o homem esteve “sob vigilância por [risco de] suicídio” durante o tempo que passou detido.

O advogado de Tensing assegurou, em comunicado, que “pessoas de todo o país” se ofereceram, através da Internet, para ajudar a reunir o valor da fiança, de um milhão de dólares.

O incidente ocorreu durante uma operação de controlo rodoviário em Cincinnati, no estado norte-americano de Ohio. O agente estava a usar uma câmara de videovigilância corporal que capturou tudo o que aconteceu.

O vídeo, divulgado na terça-feira, mostra a vítima a tentar, aparentemente, pôr o carro a trabalhar, depois de o polícia lhe ter dito para tirar o cinto de segurança e sair da viatura. 

De acordo com o Washington Post, o agente apontou a arma através da janela do carro e disparou um único tiro, atingindo o homem na cabeça.

O episódio vem avivar a discussão sobre um eventual uso injustificado da força policial contra minorias e lembrar episódios  como o de Ferguson, em agosto do ano passado, em que um agente matou um jovem negro. 

Raymond Tensing, de 25 anos, pode agora ser condenado a prisão perpétua por matar Samuel Dubose, de 43 anos, a 19 de julho, apenas dois minutos depois de o ter mandado parar por falta de uma matrícula.