Notícia atualizada às 12:43

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Anders Fogh Rasmussen, diz que os desenvolvimentos no este da Ucrânia são preocupantes e pediu à Rússia que retire as tropas da fronteira com o seu vizinho.

«Os eventos do este da Ucrânia são muito preocupantes, peço à Rússia para retirar», disse Rasmussen, durante uma conferência em Paris, segundo a agência Reuters.

«[A Rússia tem de retirar] as dezenas de milhares de tropas»que tem junto à fronteira ucraniana.

Entretanto, forças especiais da polícia ucraniana desocuparam, esta terça-feira, a sede do Governo regional na cidade de Kharkiv, ocupada desde domingo por manifestantes pró-russos, informou o ministro do Interior da Ucrânia, Arsen Avakov.

«Foram detidos cerca de 70 separatistas», escreveu Avakov na sua página do Facebook, segundo a agência EFE.

O titular da pasta do Interior disse que a operação policial foi levada a cabo «sem recurso às armas de fogo».

Ministro russo repudia as acusações dos Estados Unidos

O ministro dos negócios estrangeiros russo, Sergei Lavrov, afirmou que a situação na Ucrânia só poderá melhorar se os interesses dos utilizadores da língua russa foram salvaguardados, repudiando, assim, as acusações dos EUA que afirmam que o governo de Moscovo é responsável pelos tumultos da Ucrânia.

Segundo a Reuters, Lavrov pede uma reforma constitucional na Ucrânia que garanta os interesses das regiões dos nativos da língua russa.

O secretário de estado dos EUA, John Kerry, tinha avisado a Rússia, esta segunda-feira, que o país vai sofrer consequências se continuar a destabilizar a Ucrânia.

«Estamos convencidos que a situação não poderá ser acalmada e transformada em dialogo se as autoridades ucranianas continuarem a ignorar os interesses da regiões do sudeste do país», afirmou Lavrov.

Os EUA não foram o único país a condenar as ações da Rússia, também o secretário dos assuntos estrangeiros britânico criticou as atitudes do país de Vladimir Putin.

William Hague afirma que está «gravemente preocupado» com instabilidade no país do leste da Europa, especialmente com a ocupação de edifícios por manifestantes pró-Rússia.

Hague considera que este é um plano orquestrado pela Rússia para destabilizar a Ucrânia antes das eleições presidenciais de 25 de maio.

«Não há justificação para estas ações que têm todas as características de uma estratégia russa para destabilizar a Ucrânia», afirmou o secretário britânico.

«É algo que devemos esperar antes das eleições de 25 de Maio», continuou.