Familiares e amigos do cidadão português Américo Sebastião, raptado em 2016 em Moçambique, efetuam hoje uma vigília defronte da embaixada moçambicana em Lisboa.

A iniciativa visa enviar um sinal do empenho e da confiança na cooperação entre os investigadores policiais portugueses e moçambicanos para resolver um caso que se arrasta desde 29 de julho de 2016.

O empresário português foi raptado numa estação de abastecimento de combustíveis, faz hoje dois anos, em Nhamapadza, distrito de Maringué, província de Sofala, no centro do Moçambique.

Segundo a família, os raptores usaram os créditos de débito e crédito para levantarem 4.000 euros, não conseguindo mais porque as contas foram bloqueadas logo que foi reportado o desaparecimento.

Em abril, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, recebeu garantias de Moçambique de cooperação política para resolver o caso de Américo Sebastião.

"Este compromisso político de boa cooperação é essencial", referiu, após um encontro com a vice-ministra dos Negócios Estrangeiros de Moçambique, Manuela Lucas.

O assunto foi igualmente abordado num encontro entre José Luís Carneiro e a vice-ministra do Interior, Helena Kida, que prometeu também cooperação.

As autoridades moçambicanas nunca aceitaram as ofertas de apoio policial português para investigar o caso.

A eurodeputada Ana Gomes expôs o caso do desaparecimento de Américo Sebastião a Federica Mogherini, Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, que manifestou preocupação, frisando que "a situação em Moçambique está a ficar complicada do ponto de vista da segurança".

Salomé Sebastião, mulher do empresário raptado, abordou já o desaparecimento do marido, de 49 anos, com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e com o primeiro-ministro, António Costa.