A polícia de Tucson, no Arizona, Estados Unidos, colocou um ponto final ao cativeiro em que viviam três irmãs. As raparigas de 12, 13 e 17 anos estavam enclausuradas em casa há dois anos, numa prisão imposta pela própria mãe e pelo padrasto.

O casal, de 32 e 34 anos respetivamente, já foi detido e acusado de abuso físico e psicológico e rapto. O padrasto vai responder ainda pelo crime de violação, como cita a BBC.

As duas meninas mais novas conseguiram escapar partindo um vidro, após o padrasto as ter ameaçado com uma faca.

Pediram ajuda aos vizinhos e foi já a polícia quem libertou a mais velha, de 17 anos.

Segundo o responsável da polícia, as jovens estavam malnutridas e muito sujas, o que provavelmente indiciava que não tomavam banho há vários meses.

O capitão da polícia, Mike Gilooly, acrescenta que as raparigas «viviam em condições degradantes e separadas e que disseram aos agentes que raramente se tinham visto durante aqueles dois anos».

Os passos das três meninas eram controlados 24 horas por dia, com um Sistema de videovigilância interno. Havia também, por parte do casal, o cuidado para que não se ouvissem barulhos exteriores, pelo que os quartos estavam preparados para isolar eventuais sons, bem como uma música ambiente que estava sempre a tocar.

O casal já foi presente ao juiz na quarta-feira e vai continuar detido. Mais detalhes sobre esta casa dos horrores podem vir a ser revelados através do diário que a irmã mais velha manteve durante o cativeiro.

As três irmãs estão aos cuidados dos serviços sociais americanos.

Esta situação surge passados meses da descoberta de três mulheres raptadas e mantidas em cativeiro durante uma década numa casa de Cleveland, também nos Estados Unidos.

Na semana passada, ficou a conhecer-se a história de três mulheres mantidas escravas numa casa de Londres.