A polícia inglesa está a investigar a descoberta do corpo de uma jovem no Rio Brent, em Londres, na terça-feira. A polícia procurava os bens de Alice Gross enterrados junto ao rio, nomeadamente, o seu telemóvel, mas acabou por encontrar um corpo.

Apesar de prematuro e ser ainda necessária a confirmação da identidade da jovem através da autópsia, tudo indica que se trata da menina de 14 anos desaparecida a 28 de agosto. 
 
A família de Alice Gross já foi informada da descoberta de um corpo e a Scotland Yard (equivalente à Polícia Judiciária portuguesa), que está a investigar o caso, já veio a público, em conferência de imprensa, prestar todo o apoio aos pais da adolescente.

O último post da página de Twitter criada para encontrar a jovem Alice, com a hashtag #findalice, pede compreensão e respeito pelo momento por que os pais da menina estão a passar:


Os pais, Rosalind Hodgkiss e Jose Gross, fizeram, nas últimas cinco semanas, diversos apelos, para encontrar qualquer vestígio da filha. A mãe confessou que cada dia que passa sem saber notícias da filha, é «uma agonia e uma angústia» que cresce nas suas vidas, como escreve o «Daily Mail».

Os pais de Alice começaram por fazer apelos à filha, pensando que ela tinha fugido de casa. Nos primeiros dias de setembro, repetiram nos media mensagens dirigidas à filha, dizendo que a «amavam» e que «ela não estava metida em sarilhos se quisesse voltar para casa». Mas, a polícia começou a suspeitar de este ser um caso de rapto e não apenas de uma adolescente que quis sair de casa.

Alice Gross não regressou a casa depois de ter ido dar uma volta. A última imagem, de uma câmara de vigilância, mostra a menina a passar por uma das pontes do canal. Dez minutos depois, um homem de bicicleta, também atravessou a mesma ponte.

Fazer a ponte entre o desaparecimento da menina e aquele homem foi o trabalho da polícia nas últimas semanas.

O desaparecimento de Alice tem vindo a ser tratado pelas autoridades como um rapto, cujo principal suspeito, um homem de 41 anos já condenado pelo homicídio da mulher (cumpriu sete anos de prisão), tem sido procurado pela polícia e é assumido como o principal suspeito. 
 
Arnis Zalkalns, imigrante, por seu turno, não foi visto, na sua casa, desde 3 de setembro, como revela a BBC, e não fez chamadas do seu telefone ou mexeu na conta bancária.

A confirmar-se que o corpo é de Alice Gross, o alegado crime de rapto passa a ser tratado como um caso de homicídio. O comandante da Scotland Yard, durante a conferência de imprensa, reforçou que se alguém viu ou sabe alguma coisa que fale. Pode não ser tarde de mais.

A busca pelo paradeiro de Alice Gross foi a maior investigação desencadeada pela polícia londrina desde os atentados bombistas de 2005 na capital inglesa. Uma equipa de 30 agentes viram horas e horas de cassetes de centenas de câmaras CCTV sem sucesso.