O caso remonta a 1964. Um recém-nascido foi raptado no hospital de Michael Reese, em Chicago, e centenas de polícias e agentes do FBI procuraram a criança. Um ano depois, a polícia acreditou ter encontrado o bebé da família Fronzack em New Jersey e entregaram Paul à família.

No entanto, exames de ADN feito no início deste ano provaram que Paul Fronczak, hoje com 49 anos, não é filho do casal, vindo a confirmar as desconfianças do homem que durante anos se questionou porque não era parecido com o pai ou com a mãe.

«Eu sinto no meu coração que o verdadeiro Paul Fronczak está vivo e bem... e nada me faria mais feliz na vida do que encontrar o bebé que foi raptado, ao mesmo tempo, gostaria de descobrir quem sou eu», afirmou Paul Fronczak ao jornal Chicago Sun-Times, acrescentando que quando recebeu os resultados dos testes escreveu uma carta aos pais.

«Eu não sei que idade tenho, ou quem sou, ou de que nacionalidade sou, todas essas coisas que tomamos por garantidas», acrescentou.

Em entrevista ao mesmo jornal, os pais de Paul, Chester e Dora Fronczak, recusaram comentar a reabertura do caso.

«Nós já passámos por isto uma vez, não vamos voltar a passar», afirmaram.

Já a porta-voz da delegação do FBI de Chicago, Joan Hyde, afirmou que a decisão de reabertura do caso foi tomada após uma revisão do mesmo.

«O principal a fazer é olhar para as evidências físicas e ver se a tecnologia e os testes que não estavam disponíveis quando o caso foi inicialmente trabalhado podem fornecer pistas», referiu.