Uma das meninas raptadas de uma escola na Nigéria relata como conseguiu fugir, quando um dos veículos que as transportava avariou. A rapariga de 16 anos conta que fugiu sem olhar para trás e acabou por escapar aos raptores, que ainda mantêm sequestradas mais de 200 estudantes.

Foi na noite de 14 de abril que tudo aconteceu, na aldeia de Chibok. A Associated Press cita relatos de como houve um aviso de que a milícia islamista Boko Haram iria atacar. Foram pedidos reforços, mas não chegaram a tempo. Havia pouco mais de uma dezena de soldados no local, que resistiram enquanto puderam.

Quando entraram na escola, os terroristas começar por mentir às raparigas. «Não se preocupem, somos soldados. Não vos vai acontecer nada de mal», disseram, segundo o relato feito pela adolescente que fugiu à AP.

Elas sabiam que não era verdade, mas não havia nada a fazer. Foram metidas em três carrinhas e levadas. Quando a caravana parou, por causa de uma avaria, algumas delas decidiram tentar fugir. Saltaram das carrinhas e correram até uma floresta próxima. «Corremos e corremos, tão depressa», conta a jovem, revelando que sempre se orgulhou de correr mais depressa que os seus seis irmãos: «Foi assim que me salvei. Não tive tempo para ter medo. Só corria.»

Penduraram-se em ramos de árvores, esperaram que os terroristas seguissem caminho e depois andaram até uma estrada, onde um homem de bicicleta as encontrou e levou até à aldeia mais próxima.

Fugiram nessa altura algumas dezenas de raparigas, não se sabe exatamente quantas. Nesta altura serão 270 as que continuam cativas, depois de ainda nesta segunda-feira ter havido relatos de mais 11 crianças raptadas.

A situação destas jovens sensibilizou o mundo. Os Estados Unidos anunciaram que já têm uma equipa no terreno para ajudar o Governo nigeriano a resgatar as raparigas.