O fato de banho islâmico, burkini, foi banido em algumas cidades após o atentado de Nice, mas há um homem que, apesar de não concordar com o uso do burkini ou do niqab (véu), já pagou a multa aplicada pelas autoridades francesas a três mulheres e ofereceu-se para pagar mais.

Acusado de tentar promover a sua carreira política através desta situação, Rachid Nekkaz, que tentou candidatar-se à Presidência francesa em 2007 e 2012, é um conhecido empresário do ramo imobiliário, de 44 anos, de ascendência argelina e que recusou a cidadania francesa em 2013.

Sempre que a França não respeita as liberdades fundamentais, pego no meu livro de cheques. E desde que o vestuário não represente uma ameaça à liberdade dos outros ou à segurança do território...", justificou Nekkaz, em entrevista ao Telegraph.

De acordo com a imprensa internacional, em 2010, Nekkaz, que cresceu nos subúrbios de Paris, criou um fundo de um milhão de euros designado "Fundo de Defesa da Liberdade" a partir do qual pagava as multas aplicadas às mulheres que decidiram continuar a usar a burka em França e na Bélgica, depois de proibidas.

Em França, a justificação dada para a proibição do uso do burkini nas praias de Sisco, Cannes ou Nice foi o atentado que teve lugar nesta última cidade. Para o autarca de Cannes, que proibiu, na semana passada, o uso de burkini, este é "um uniforme que simboliza o extremismo islâmico".