Uma norte-americana que ficou conhecida em abril deste ano, depois de ter publicado um vídeo na internet a pedir ajuda para pagar tratamentos para a anorexia, foi tratada no Hospital do Algarve, e recuperou tanto que foi autorizada a viajar para poder participar numa marcha nos EUA contra os distúrbios alimentares.

Rachel Farrokh, natural do Estado da Califórnia, tem 1,70m de altura, mas em abril tinha apenas 18 quilos. A mulher de 37 anos sofre de anorexia nervosa, e chegou a um estado tão crítico que tinha de ser carregada ao colo e mal conseguia falar.

À beira da morte Farrokh abriu uma página no site de donativos GoFundMe, onde qualquer pessoa podia doar dinheiro para o seu tratamento, numa última tentativa de recuperar. Acabou por receber 200 mil dólares (cerca de 180 mil euros) e eventualmente transferiu-se para o Hospital Privado do Algarve.

Segundo a CNN, depois de meses de recuperação a mulher recebeu autorização dos médicos em Portugal para poder viajar para Washington, onde participou na marcha contra os distúrbios alimentares, e onde fez questão de elogiar o tratamento que recebeu no Algarve, na medida em que se diferenciou de todos os que recebeu em várias clínicas dos EUA.

“Eles [os médicos nos EUA] estavam tão preocupados com o meu corpo, [porque] o meu corpo não respondia aos tratamentos. Eles não entendiam que a mente tem de acompanhar o corpo. Fui finalmente tratada com respeito, e nem sabia que merecia isso”, disse a NBC4.


Agora, Farrokh é uma ativista e quer ajudar outros a lutar contra a doença que quase a matou, ainda que o seu próprio tratamento não esteja finalizado.